Runge concebeu o quadro como parte de um ciclo sobre as quatro estações entendidas como as <<quatro dimensões do espírito criado>>. A manhã representa <<a iluminação sem limites do universo>>, a noite (o sol negro na extremidade inferior do quadro) <<a destruição sem limites da existência na origem do universo>>. A luz é simbolizada pela açucena, e os três grupos de crianças <<remetem para a trindade>>.
A açucena e a aurora simbolizam o advento da idade do Espírito Santo. <<Um lírio desabrocha nas montanhas e nos vales, em todos os confins da terra>>
Ph. O. Runge, Der Kleine Morgen, Hamburg, 1808