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A Escada  <<Uma quádrupla esfera de fogo rege a Obra>>.

<<A de baixo é de Vulcano, a segunda mostra Mercúrio, a terceira é a da Lua, e no cimo ergue-se o Sol, que é o fogo da natureza. Deixa que esta cadeia seja teu guia, e que oriente as tuas mãos nessa arte>>.  O fogo inferior, elementar, cujo governo é o alfa e o ómega da obra, penetra todos os outros e mantém magneticamente unida a cadeia. Cada fogo tem o seu próprio centro e movimento na Obra, e um afecta o outro. Os fogos lunar e mercurial são mestrua, enérgicos e solventes. Ele chama-lhe dragões, que devoram, empelem e transformam as serpentes do seu próprio sexo.

 

 

O Fogo Superior, solar, é o grande arcano, a que Paracelso chamou o brilhante <<fogo celestial>>, em contraste com o fogo elementar e negro. Este fogo é o agente criador da Obra. Alexander von Bernus assinalou grande afinidade entre as palavras latinas Sol e Sal.

Michael Maier, Atalanta fugiens, Oppenheim, 1618

 

 

 

A Aurora  Runge concebeu o quadro como parte de um ciclo sobre as quatro estações entendidas como as <<quatro dimensões do espírito criado>>. A manhã representa <<a iluminação sem limites do universo>>, a noite (o sol negro na extremidade inferior do quadro) <<a destruição sem limites da existência na origem do universo>>. A luz é simbolizada pela açucena, e os três grupos de crianças <<remetem para a trindade>>.

  A açucena e a aurora simbolizam o advento da idade do Espírito Santo. <<Um lírio desabrocha nas montanhas e nos vales, em todos os confins da terra>>

 

Ph. O. Runge, Der Kleine Morgen, Hamburg, 1808