<<Uma quádrupla esfera de fogo rege a Obra>>.
<<A de baixo é de Vulcano, a segunda mostra Mercúrio, a terceira é a da Lua, e no cimo ergue-se o Sol, que é o fogo da natureza. Deixa que esta cadeia seja teu guia, e que oriente as tuas mãos nessa arte>>. O fogo inferior, elementar, cujo governo é o alfa e o ómega da obra, penetra todos os outros e mantém magneticamente unida a cadeia. Cada fogo tem o seu próprio centro e movimento na Obra, e um afecta o outro. Os fogos lunar e mercurial são mestrua, enérgicos e solventes. Ele chama-lhe dragões, que devoram, empelem e transformam as serpentes do seu próprio sexo.
O Fogo Superior, solar, é o grande arcano, a que Paracelso chamou o brilhante <<fogo celestial>>, em contraste com o fogo elementar e negro. Este fogo é o agente criador da Obra. Alexander von Bernus assinalou grande afinidade entre as palavras latinas Sol e Sal.
Michael Maier, Atalanta fugiens, Oppenheim, 1618